
Ana Maria Magalhães
Ana Maria Magalhães nasceu em Lisboa a 14 de Abril de 1946, no seio de uma enorme família onde as crianças ocupavam o primeiro lugar. A casa albergava pais, avós, uma tia viúva, notável contadora de histórias. Ali eram recebidas também com frequência os muitos tios e primos, que se instalavam para passar temporadas quando vinham do Porto, da Régua, de Moncorvo, trazendo consigo outras posturas, outras histórias, uma linguagem diferente com outras expressões, outras sonoridades. A infância e juventude decorreram portanto num ambiente alegre, caloroso, rico de experiências humanas.Foi aluna do Colégio Sagrado Coração de Maria, onde concluiu o ensino secundário. Licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo acumulado, durante os três primeiros anos, com a frequência do Curso Superior de Psicologia Aplicada no ISPA. O casamento, aos 21 anos, obrigaria a uma opção. Ainda estudante, começou a trabalhar no Cambridge School e depois no Gabinete de Estudos dos Serviços de Apoio à Juventude (FAOJ) do Ministério da Educação.Iniciou a actividade docente como professora de História de Portugal do 2.º ciclo no ano lectivo de 1969/1970 no Liceu António Enes em Lourenço Marques, Moçambique.O contacto próximo com crianças africanas, indianas, chinesas e portuguesas foi tão motivante que, de regresso a Lisboa, decidiu enveredar definitivamente pela carreira docente. Encontrou colocação na Escola Preparatória de Salvaterra de Magos, onde teve oportunidade de conhecer o meio rural, experiência muito gratificante, apesar das dificuldades inerentes ao facto de trabalhar longe de casa tendo dois filhos pequenos.No ano lectivo de 1976/1977 fez estágio pedagógico do 1.º grupo na Escola Preparatória Fernando Pessoa, em Lisboa. Entre 1980 e 1982 desempenhou funções na Formação de Professores de História (delegada com profissionalização em exercício). Em 1982 foi convidada para Técnica do Serviço de Ensino de Português no Estrangeiro. Nessa qualidade preparou e apresentou cursos de formação de professores, visitou escolas em vários países da Europa e nos Estados Unidos da América, participou em seminários do Conselho da Europa em Portugal e no Estrangeiro.O ministro da Educação chamou-a para integrar a equipa que se ocupou da Reforma do Sistema Educativo entre 1989 e 1991. Desempenhou funções de coordenadora de reforma curricular do 2.º ciclo. Nos dois anos seguintes dedicou-se a um estudo sobre os jovens e a leitura no âmbito do Instituto de Inovação Educacional.Em 1994 aceitou o convite da Expo’98 para dirigir o Jornal do Gil. Em 1997 foi destacada para o gabinete do Ministro da Educação a fim de estabelecer a ligação pedagógica entre o Pavilhão de Portugal da Expo’98 e as escolas.A par desta intensa actividade no domínio da educação, estreou-se como escritora de livros infanto-juvenis em parceria com Isabel Alçada em 1982.Os seus livros, que marcaram uma viragem na história da literatura infantil portuguesa, reflectem a longa e rica experiência educativa, são eco de uma infância e juventude particularmente felizes e traduzem o seu enorme talento para comunicar com os mais novos.Autobiografia (publicada na edição de 31 de Agosto do Jornal de Letras)
Boas MemóriasCresci num casarão povoado de contadores de histórias. À minha avó, que preferia factos e gente de carne e osso, devo Zé do Telhado e a justiça popular que tudo perdoa a quem rouba aos ricos para dar aos pobres. E os amores proibidos de Pedro e Inês mais o desfecho trágico junto à Fonte das Lágrimas que durante anos imaginei a lançar águas revoltosas directamente no rio Mondego.A minha mãe concebia enredos surpreendentes a propósito das nuvens que nos acompanhavam em viagem ou das páginas soltas espalhadas nas mesas dos consultórios. Também utilizava a mobília do quarto que, em noites de trovoada, adquire contornos assustadores. E objectos soltos como ponto de partida para as mais fantásticas brincadeiras. Havia ainda a tia São. Velha, viúva, de fracos recursos, acolhida por amor e solidariedade, sem outro encargo para além de entreter as crianças, tornou-se grande especialista em mouras encantadas e princesas infelicíssimas de quem falava como se fossem pessoas verdadeiras indignando-se contra a perversidade das madrastas, o espírito influenciável dos pais e dos maridos, mostrando-se particularmente sensível à vida tormentosa da menina que tinha uma estrela de ouro na testa, única capaz de a fazer chorar.Uma só página obriga a escolhas, constato que evoquei três figuras femininas e não me admiro. Pertenço a um matriarcado discreto, ou mesmo secreto, pois, embora a força estivesse do lado das mulheres, os homens eram incensados como deuses e assim tudo funcionava na perfeição. Antes de ir para a escola já inventava histórias, tendo o cuidado de as adaptar aos primeiros ouvintes. Para o meu irmão Tó-Zé era preciso acção, desafios, elementos possíveis de transformar num jogo ou numa peça de teatro. Para o Manuel Maria, cinco anos mais novo, funcionavam melhor os mundos paralelos, que lhe sussurrava no vão da janela onde pouco depois de nos instalarmos se gerava uma atmosfera de esconderijo. Fontes de inspiração não faltavam. O sótão dos primos do Estoril, que visitávamos com frequência, podia tornar-se palco de acontecimentos extraordinários como foi o caso da grande festa no fim do Verão destinada a personagens dos contos de Perrault em que assumi com gosto o papel de capuchinho vermelho. Ao Porto também íamos bastante, quase sempre de comboio, atravessando na última etapa uma ponte fora de prazo que rangia apesar das carruagens avançarem devagar, devagarinho. Os passageiros, no mais absoluto silêncio, olhavam ora o temido rio lá em baixo, ora o desejadíssimo aglomerado de casas de granito mesmo em frente. Este percurso entre as duas margens do Douro marcava a passagem para outro universo, um universo maravilhoso onde até as palavras soavam de maneira diferente. Às vezes seguíamos para a Régua. Aí, da nossa geração éramos quinze e a geração acima, a dos pais, mantinha um grupo do teatro amador e dava espectáculos nos mais variados tipos de salas. Em Setembro assistíamos às vindimas na quinta da Silveira. Um mês inteiro de liberdade para fazer escaladas, tomar banho no rio, procurar tesouros escondidos, escutar os velhos que falavam de encantos, de bruxas e de lobisomens depois dos bailes na estrada em noites de lua cheia ou perto do lume quando o tempo arrefecia e as primeiras chuvas acrescentavam ao cheiro a mosto o odor inconfundível da terra molhada. Foi nesta quinta que melhor conheci as delícias da leitura anárquica. À luz da vela e até altas horas, da condessa de Ségur a Tolstoi, sem regras, sem imposições, sem interferências, um êxtase.Estudar, estudei no sagrado Coração de Maria e adorei. O elevado grau de exigência não me assustava, o ambiente de boa camaradagem agradava-me, fiz amizades para toda a vida. Recordo com especial admiração a professora de literatura que tratávamos respeitosamente por Dona Noémia. Feia, austera, distante, ensinava como ninguém e pregava-nos à carteira sempre que lia em voz alta. Ainda hoje, se tenho saudades de Santa Olávia e resolvo ir até lá passar a tarde é através dela que ouço Carlos da Maia gritando do trapézio tu és o Vilaça.Quando tinha quinze anos proporcionou-se-me a experiência singular de conhecer Londres sozinha. A minha tia mais nova, casada com um inglês, convidara-me a visitá-la nas férias e eu parti para casa dela no maior entusiasmo. Mas afinal a casa não era bem uma casa e não ficava em Londres. Os meus tios viviam nos aposentos independentes de um magnífico palacete cujo dono, talvez por já não receber imensos hóspedes ao fim-de-semana, resolvera alugar. A propriedade estendia-se pelos campos levemente ondulados de Camfield Place. Rodeada de muros, com portões enormes, relvados a perder de vista e árvores centenárias, não podia ser mais bela, nem mais silenciosa, nem mais opressiva. A minha tia, grávida e com uma filha pequena, raramente saía, mas tinha tudo preparado para me receber. Horários de autocarros até à vila mais próxima. Mapas do metropolitano e da cidade. Informações pormenorizadas sobre monumentos, museus, zonas a não perder, zonas a evitar, listas de filmes e de espectáculos. De manhã arranjava-me farnel e eu lá ia, de início vagamente receosa, a pouco e pouco ganhando confiança e à vontade. Não sei se gostei mais da Torre de Londres, da Tate Gallery ou de ver sem legendas E Tudo o Vento Levou. Mas sei que ao fim da tarde, quando passeava pelas ruas apinhadas de gente e me cruzava com indianas de sari, muçulmanos de turbante, ingleses ainda de chapéu de coco e bengala, livre para decidir se queria ver montras, sentar-me numa esplanada ou não fazer absolutamente nada me sentia capaz de enfrentar este mundo e outro. O pior era à noite. Por azar, nas vésperas de me meter no avião, tinha ido a um cinema de Lisboa ver o Drácula. E as árvores gigantes do palacete estampavam no vidro da janela do meu quarto a face lívida de caninos salientes. Aterrada e sem querer incomodar, acendia a luz e pegava num livro ao acaso. Ora a minha tia, protestante convicta, tinha inúmeras obras em que a ficção mais não era senão pretexto para transmitir mensagens espirituais e religiosas. Costumo dizer que os dias de descoberta deslumbrada alternaram com noites de terror evangélico. E que esta viagem a Londres teve o efeito de uma carta de alforria.A passagem pela faculdade de letras exigiu uma criteriosa administração do tempo. Dividida entre o curso, o casamento, o nascimento dos filhos, o primeiro emprego, contei com o apoio providencial do melhor aluno, o Zé Barata Moura, já então robusto, barbudo, de olhar doce e risonho, cheio de paciência para mim e para todos os colegas que precisassem de esclarecer dúvidas. Um amor, o senhor Reitor.Creio que estava no terceiro ano quando fui para Moçambique e ganhei um estatuto que tem muito que se lhe diga: aluna no hemisfério norte, professora no hemisfério sul. Este balançar entre os dois lados da mesa não é menos mágico do que o balanço entre os dois lados do espelho. Apliquei-me. Procurei caminhos. Percebi que só conseguia ensinar História se aceitasse as alunas como em criança aceitava os meus irmãos na hora de contar histórias. Aprendi como se faz. De regresso a casa quis continuar e continuei.Corria o ano de 1976 quando conheci a Isabel Alçada à porta da escola onde íamos fazer estágio. Formámos equipa e entendemo-nos muito bem porque gostávamos dos alunos, porque o trabalho nos divertia, porque tínhamos feito a mesma aposta. Explicar, sem afugentar. Dizer, para se entender. Conduzir, sem oprimir nem desiludir. Procurar sempre a verdade porque só a verdade permite traçar a rota que leva a bom porto.Foram necessários quatro anos de treino intenso para percebermos que queríamos escrever um livro em parceria e que estavam reunidas as condições para começar. Delineámos o nosso projecto contra ventos e marés, ignorando modas, recusando compromissos e vassalagens. Queríamos dirigir-nos directamente às crianças e foi isso que fizemos.A reacção das crianças encantou uns, irritou outros, revelou-se determinante. As editoras viram-se obrigadas a repensar o catálogo. A crítica íntegra alargou os parâmetros de avaliação. Foram surgindo adeptos entusiastas e não faltaram renitentes a converter-se.Propostas, convites, debates, encontros, viagens, pesquisas, a vida ganhou um ritmo vertiginoso. Quando dei por mim tinha-me tornado avó e já usava óculos tal qual a avó do capuchinho vermelho. Assumi o papel com todo o gosto por me parecer muito adequado a uma contadora de histórias.Ana Maria Magalhães
Obras publicadas na Caminho
Rãs, Príncipes e Feiticeiros– oito histórias dos oito países que falam português (1.ª edição, 2009; 1..ª edição, 2009) «Fora de Colecção - Infanto-Juvenil», n.º 0Com ilustrações a cores de Danuta Wojciechowska
Uma Aventura na Amazónia (1.ª edição, 20092009) «Uma Aventura», n.º 0Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Três Fábulas (1.ª edição, 20072007) Com ilustrações a cores de Danuta Wojciechowska
História de Portugal – Portugal no Século das Luzes (1.ª edição, 2008) «História de Portugal», n.º 0Com ilustrações a Cores de Carlos Marques
Uma Aventura no Alto Mar (1.ª edição, 2008) «Uma Aventura», n.º 50Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Os Jovens e a Leitura nas Vésperas do Século XXI (1994) «Cadernos O Professor», n.º 13
Uma Aventura na Cidade (18.ª edição, 2006) «Uma Aventura», n.º 1Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura nas Férias do Natal (16.ª edição, 2003) «Uma Aventura», n.º 2Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura na Falésia (15.ª edição, 2006) «Uma Aventura», n.º 3Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura em Viagem (14.ª edição, 2007) «Uma Aventura», n.º 4Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura no Bosque (14.ª edição, 2001) «Uma Aventura», n.º 5Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura entre Douro e Minho (13.ª edição, 2003) «Uma Aventura», n.º 6Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura Alarmante (12.ª edição, 2003) «Uma Aventura», n.º 7Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura na Escola (17.ª edição, 2007) «Uma Aventura», n.º 8Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura no Ribatejo (12.ª edição, 2001) «Uma Aventura», n.º 9Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura em Evoramonte (12.ª edição, 2001) «Uma Aventura», n.º 10Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura na Mina (12.ª edição, 2003) «Uma Aventura», n.º 11Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura no Algarve (13.ª edição, 2003) «Uma Aventura», n.º 12Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura no Porto (14.ª edição, 2004) «Uma Aventura», n.º 13Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura no Estádio (14.ª edição, 2006) «Uma Aventura», n.º 14Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura na Terra e no Mar (11.ª edição, 2003) «Uma Aventura», n.º 15Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura debaixo da Terra (11.ª edição, 2001) «Uma Aventura», n.º 16Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura no Supermercado (11.ª edição, 2004) «Uma Aventura», n.º 17Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura Musical (9.ª edição, 2001) «Uma Aventura», n.º 18Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura nas Férias da Páscoa (10.ª edição, 2003) «Uma Aventura», n.º 19Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura no Teatro (9.ª edição, 2001) «Uma Aventura», n.º 20Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura no Deserto (10.ª edição, 2006) «Uma Aventura», n.º 21Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura em Lisboa (8.ª edição, 2001) «Uma Aventura», n.º 22Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura nas Férias Grandes (8.ª edição, 2003) «Uma Aventura», n.º 23Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura no Carnaval (7.ª edição, 2004) «Uma Aventura», n.º 24Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura nas Ilhas de Cabo Verde (9.ª edição, 2004) «Uma Aventura», n.º 25Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura no Palácio da Pena (8.ª edição, 2005) «Uma Aventura», n.º 26Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura no Inverno (6.ª edição, 2002) «Uma Aventura», n.º 27Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura em França (7.ª edição, 2007) «Uma Aventura», n.º 28Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura Fantástica (6.ª edição, 2003) «Uma Aventura», n.º 29Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura no Verão (5.ª edição, 2002) «Uma Aventura», n.º 30Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura nos Açores (6.ª edição, 2003) «Uma Aventura», n.º 31Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura na Serra da Estrela (7.ª edição, 2006) «Uma Aventura», n.º 32Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura na Praia (5.ª edição, 2003) «Uma Aventura», n.º 33Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura Perigosa (5.ª edição, 2004) «Uma Aventura», n.º 34Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura em Macau (5.ª edição, 2002) «Uma Aventura», n.º 35Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura na Biblioteca (3.ª edição, 2001) «Uma Aventura», n.º 36Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura em Espanha (4.ª edição, 2002) «Uma Aventura», n.º 37Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura na Casa Assombrada (4.ª edição, 2002) «Uma Aventura», n.º 38Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura na Televisão (1.ª edição, 1998; 3.ª edição, 2004) «Uma Aventura», n.º 39Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura no Egipto (1.ª edição, 1999; 3.ª edição, 2004) «Uma Aventura», n.º 40Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura na Quinta das Lágrimas (1.ª edição, 1999; 4.ª edição, 2006) «Uma Aventura», n.º 41Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura na Noite das Bruxas (1.ª edição, 2000; 3.ª edição, 2006) «Uma Aventura», n.º 42Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura no Castelo dos Ventos (1.ª edição, 2001) «Uma Aventura», n.º 43Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura Secreta (1.ª edição, 2002; 2.ª edição, 2006) «Uma Aventura», n.º 44Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura na Ilha Deserta (1.ª edição, 2003) «Uma Aventura», n.º 45Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura entre as Duas Margens do Rio (1.ª edição, 2004) «Uma Aventura», n.º 46Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura no Caminho do Javali (1.ª edição, 2005) «Uma Aventura», n.º 47Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura no Comboio (1.ª edição, 2006) «Uma Aventura», n.º 48Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Aventura no Labirinto Misterioso (1.ª edição, 2007) «Uma Aventura», n.º 49Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Viagem ao Tempo dos Castelos (13.ª edição, 2007) «Viagens no Tempo», n.º 1Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Visita à Corte do Rei D. Dinis (10.ª edição, 2003) «Viagens no Tempo», n.º 2Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
O Ano da Peste Negra (8.ª edição, 2002) «Viagens no Tempo», n.º 3Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Uma Ilha de Sonho (6.ª edição, 2003) «Viagens no Tempo», n.º 4Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
A Terra Será Redonda? (6.ª edição, 2004) «Viagens no Tempo», n.º 5Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Um Cheirinho de Canela (4.ª edição, 2000) «Viagens no Tempo», n.º 6Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
O Dia do Terramoto (8.ª edição, 2007) «Viagens no Tempo», n.º 7Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Mistérios da Flandres (3.ª edição, 2001) «Viagens no Tempo», n.º 8Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
O Sabor da Liberdade (4.ª edição, 2005) «Viagens no Tempo», n.º 9Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Brasil! Brasil! (4.ª edição, 2003) «Viagens no Tempo», n.º 10Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Um Trono para Dois Irmãos (5.ª edição, 2006) «Viagens no Tempo», n.º 11Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Mataram o Rei! (3.ª edição, 2001) «Viagens no Tempo», n.º 12Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Tufão nos Mares da China (2.ª edição, 2004) «Viagens no Tempo», n.º 13Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
No Coração da África Misteriosa (1.ª edição, 1998) «Viagens no Tempo», n.º 14Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Viagem à Índia (1.ª edição, 2003) «Viagens no Tempo», n.º 15Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
O Tapete Mágico (2.ª edição, 1990) «Asa Delta», n.º 1Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
O Azulejo Mágico (2.ª edição, 1991) «Asa Delta», n.º 2Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Os Músicos Mágicos (2.ª edição, 1991) «Asa Delta», n.º 3Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Histórias dos Jerónimos «Fora de Colecção - Infanto-Juvenil», n.º 12Com ilustrações a cores de Emílio Távora Vilar
Une Aventure en France «Fora de Colecção - Infanto-Juvenil», n.º 16Com ilustrações a preto e branco de Arlindo Fagundes
Histórias e Lendas da Europa (5.ª edição, 2004) «Fora de Colecção - Infanto-Juvenil», n.º 18Com ilustrações a cores de Carlos Marques
Histórias e Lendas da América (2.ª edição, 2004) «Fora de Colecção - Infanto-Juvenil», n.º 19Com ilustrações a cores de Carlos Marques
Piratas e Corsários (1995) «Fora de Colecção - Infanto-Juvenil», n.º 24Com ilustrações a cores de Carlos Marques
Portugal - História e Lendas (1.ª edição, 2001; 6.ª edição, 2007) «Fora de Colecção - Infanto-Juvenil», n.º 42Com ilustrações a cores de Carlos Marques; Diniz Conefrey; Pedro Cabral Gonçalves; Clara Vilar
Natal! Natal! (1.ª edição, 2004) «Fora de Colecção - Infanto-Juvenil», n.º 51Com ilustrações a cores de Carlos Marques
Há Fogo na Floresta (1.ª edição, 2005) «Fora de Colecção - Infanto-Juvenil», n.º 55Com ilustrações a Cores de Pedro Mendes
Os Primeiros Reis (História de Portugal - Vol. I) (4.ª edição, 2006) «História de Portugal», n.º 1Com ilustrações a cores de Emílio Vilar; Margarida Rodrigues; Susana Villar
No Reino de Portugal (História de Portugal - Vol. II) (1.ª edição, 1994; 2.ª edição, 2003) «História de Portugal», n.º 2Com ilustrações a cores de Emílio Vilar; Carlos Marques
Tempos de Revolução (História de Portugal - Vol. III) (1.ª edição, 1995) «História de Portugal», n.º 3Com ilustrações a cores de Carlos Marques; Emílio Vilar; Pedro Cabral Gonçalves
História de Portugal Vol. VII - Portugal Encoberto e Restaurado (1.ª edição, 2006) «História de Portugal», n.º 7Com ilustrações a Cores de Carlos Marques
Viagens e Aventuras (Os Descobrimentos Portugueses - Vol. I) (5.ª edição, 2001) «História de Portugal», n.º 62Com ilustrações a cores de Emílio Vilar
As Grandes Viagens (Os Descobrimentos Portugueses - Vol. II) (3.ª edição, 2003) «História de Portugal», n.º 64Com ilustrações a cores de Emílio Vilar; João Pedro Santos; Ricardo Blanco
Nos Quatro Cantos do Mundo (Os Descobrimentos Portugueses - Vol. III) «História de Portugal», n.º 65Com ilustrações a cores de Carlos Marques; Emílio Vilar; Pedro Cabral Gonçalves
Diário Secreto de Camila (1.ª edição, 1999; 5.ª edição, 2006) «Livros do Dia e da Noite», n.º 3
Diário Cruzado de João e Joana (1.ª edição, 2000; 3.ª edição, 2006) «Livros do Dia e da Noite», n.º 8
A Gata Gatilde (1.ª edição, 2001) «Ler dá Prazer», n.º 1Com ilustrações a cores de Nuno Feijão
O Leão e o Canguru (1.ª edição, 2001; 3.ª edição, 2007) «Ler dá Prazer», n.º 2Com ilustrações a cores de Nuno Feijão
O Crocodilo Nini (1.ª edição, 2001) «Ler dá Prazer», n.º 3Com ilustrações a cores de Nuno Feijão
A Joaninha Vaidosa (1.ª edição, 2003; 2.ª edição, 2007) «Ler dá Prazer», n.º 4Com ilustrações a cores de Nuno Feijão
Lendas da Europa — Histórias e Jogos (CD-ROM) (1.ª edição, 2000) «Diversos», n.º 1Com ilustrações a cores de Nuno Feijão
Os Primos e a Fada Atarantada (1.ª edição, 2003; 2.ª edição, 2006) «Floresta Mágica», n.º 1Com ilustrações a cores de Helena Simas
Os Primos e a Bruxa Cartuxa (1.ª edição, 2003; 4.ª edição, 2008) «Floresta Mágica», n.º 2Com ilustrações a cores de Helena Simas
Os Primos e o Feiticeiro Lampeiro (1.ª edição, 2005) «Floresta Mágica», n.º 3Com ilustrações a Cores de Helena Simas
Os Primos e o Mago Envergonhado (1.ª edição, 2005) «Floresta Mágica», n.º 4Com ilustrações a Cores de Helena Simas
Quero Ser Actor (1.ª edição, 2005) «Quero Ser», n.º 1Com ilustrações a preto e branco de Mónica Lameiro
Quero ser Outro (1.ª edição, 2006) «Quero Ser», n.º 2
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