Que sei eu?
Que sei eu?
O meu nome, a minha morada
E que só isto não vale nada,
Pois não interessa a ninguém...
Ser feliz não é sorrir!
Não o são aqueles que riem
Para se esconderem a si próprios.
Mas também, o que sei eu?
Eu já escrevi um poema
Em que disse que um verdadeiro poeta
Escreve aquilo que sente,
E que se mente, é para o vosso bem.
Disse que um poeta não se limita a juntar palavras
Roubadas a outras bocas
Que nem deram pelo roubo...
Mas só agora dei conta,
De que eu junto palavras
Roubadas, mas juro que sem intenção
De ferir a imaginação
De alguém que por bem
As possa estar a ler.
Não me sinto poetisa,
Ainda...
Mas...
E estas palavras?
Se alguém as encontra e as reconhece?
O que acontece? Não sei...
Mas não estou assustada,
Aliás, o dono que apareça!
Hum... se calhar nem deu pela falta delas,
E que belas que elas são.
Era uma pena abandoná-las,
Mas que sei eu?
Sei que não me podem prender por roubar palavras abandonadas.
Se calhar até fui eu que lhes dei abrigo,
E o conforto que um amigo
Sabe dar nestas ocasiões.
Tantas emoções,
Tantas palavras perdidas,
Mas afinal que sei eu?
Sara Pinheiro
Sem comentários:
Enviar um comentário