terça-feira, 13 de outubro de 2009

Que sei eu?

Que sei eu?


Que sei eu?

O meu nome, a minha morada

E que só isto não vale nada,

Pois não interessa a ninguém...

Ser feliz não é sorrir!

Não o são aqueles que riem

Para se esconderem a si próprios.

Mas também, o que sei eu?

Eu já escrevi um poema

Em que disse que um verdadeiro poeta

Escreve aquilo que sente,

E que se mente, é para o vosso bem.

Disse que um poeta não se limita a juntar palavras

Roubadas a outras bocas

Que nem deram pelo roubo...

Mas só agora dei conta,

De que eu junto palavras

Roubadas, mas juro que sem intenção

De ferir a imaginação

De alguém que por bem

As possa estar a ler.

Não me sinto poetisa,

Ainda...

Mas...

E estas palavras?

Se alguém as encontra e as reconhece?

O que acontece? Não sei...

Mas não estou assustada,

Aliás, o dono que apareça!

Hum... se calhar nem deu pela falta delas,

E que belas que elas são.

Era uma pena abandoná-las,

Mas que sei eu?

Sei que não me podem prender por roubar palavras abandonadas.

Se calhar até fui eu que lhes dei abrigo,

E o conforto que um amigo

Sabe dar nestas ocasiões.

Tantas emoções,

Tantas palavras perdidas,

Mas afinal que sei eu?


Sara Pinheiro

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