Amor
Amar-te ao pôr do sol
beijar-te ao fim do dia,
viver a vida contigo
era a coisa que eu mais queria!!
Não tenho medo do mundo
nem tão pouco de morrer,
só tenho medo de um dia
me possas vir a esquecer!!!
Se tu fosses borboleta,
eu queria ser flor,
mais vale ficar sem néctar
do que ficar sem amor.
Amo-te sempre,
amo-te sem parar!!!
ès para mim
a pessoa que me faz sonhar!!!
Sonho no futuro
que me possas amar,
mas sei que que é mentira,
tenho de parar!!
Sonho com nós os dois,
num paraíso alegrar,
não quero que o sonho acabe
para nos podermos separar.
Espero que este sonho
se torne realidade
para nos podermos amar,
longe, na eternidade.
Diana Costa
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Olá! Eu Sou o Pai Natal!


Olá! Eu Sou o Pai Natal!
Neste Natal
Felicidade quero espalhar
Um Natal especial,
Mas nada de anormal.
Este Natal
A felicidade quero entregar,
Um Natal especial
Com muito amor no ar.
Chocolates e prendas vou dar
Neste dia tão habitual
As renas vão voar
E as prendas vou entregar.
lá fora está a nevar
As prendas já entreguei
A felicidade está no ar
Agora que acabei.
Eu não existo
Mas trago muita felicidade
Nesta data especial
Não fosse eu o Pai Natal!!!
André Martins
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Oficina de Escrita - 7ºA
Vencedores do Concurso de Escrita Natalícia

O quê? Já é natal?
Acordei,
Levantei-me e espreitei,
Parece incrível ter nevado
E eu nem ter reparado,
Mas mesmo assim continuei.
Vesti-me e desci as escadas
Que pareciam minuciosamente enfeitadas
Em tons verdes e vermelhos
Com bolas que pareciam espelhos.
Não percebi a razão
De tanta perfeição
Para um dia normal.
Contudo, não levei a mal
Dei os bons dias a toda a gente
E segui em frente o meu caminho.
Cheguei cá fora
E ninguém estava sozinho,
Até o meu solitário vizinho
Tinha visitas em casa.
Estranhei tanta mudança
E aí nasceu a minha desconfiança.
Não sou pessoa de intrigas,
E como as minhas amigas não me iam enganar
Resolvi lhes telefonar,
Mas nenhuma tinha o telemóvel ligado.
Fui então arranjar outro alguém,
Que por bem me quisesse ajudar.
Bastou apenas parar na rua,
Para que alguém me fosse valer
E se disponibilizasse a responder
À minha persistente questão.
Assim que a coloquei
Logo reparei no seu espanto.
E foi olhando-me estranhamente,
Que se afastou de mim.
Decidi depois por bem
Deixar a minha dúvida de lado,
Para não receber mais olhares do tipo.
E foi a regressar para casa
Que me deparei
Com um gigantesco e bonito
Pinheiro enfeitado,
Delicadamente adornado com uma estrela no topo.
Fiquei perplexa com tal imagem,
Que rapidamente se tornou
A principal personagem da minha reverente questão.
Mas desta vez fui mesmo para casa
Onde a minha família me esperava,
E com saudades me perguntava
Como é que eu tinha passado.
E com esta não caí para o lado
Porque reparei num resplandecente presente,
Que me aguardava junto de outro pinheiro enfeitado.
Ia para o desembrulhar
Quando toda a gente me ordenou que parasse
E me sentasse à mesa para almoçar.
Estive quase para lhes colocar a minha questão
Mas tive vergonha da reacção
E deixei-me estar.
Passado o almoço e a tarde
Notei muita ansiedade nas crianças
Que inquietamente olhavam a chaminé
Como que esperassem mais alguém para jantar.
Aí não posso negar,
Que não aguentei mais
E foi pôr-lhes a minha inseparável questão.
E foi com um ar repleto de razão
Que me responderam com prontidão
Que parasse de gozar.
Não queria acreditar
E estava disposta a perguntar
Quando de repente parei
E como por magia associei
Os acontecimentos de hoje.
Eu não estava muito longe da resposta
Quando incrivelmente gritei
“O quê? Já é Natal?”
Garanto-vos que foi risada geral,
Mas nunca ideia tal me tinha ocorrido.
E desta maneira digo
Que nunca esquecerei o sucedido
Neste natal,
Que para mim foi muito especial.
Pois pude-me aperceber
Dos valores e atitudes que acabam por acontecer
Geralmente nesta quadra
Que me guardou esta inesquecível surpresa…
Sara Pinheiro, 9ºA
NATAL, HOJE
Hoje, parei para reflectir no que é, afinal, o Natal. Parei para pensar por que é que afinal a maior parte de nós espera intensamente por esta época.
Lembro-me de contar os dias que faltavam, quase todas as semanas. Fazia-o com um sorriso tão grande, com uma magia enorme, que cobria quase toda a minha casa. Lembro-me e ainda consigo sentir o quanto feliz era quando acreditava na nostalgia do Natal, quando escrevia a carta com aquela quantidade absurda de prendas, que no fundo sabia que não poderia receber, mas ficava feliz na mesma, só a imaginar como seria este dia para todas as outras pessoas e a pensar no que elas iriam pedir. Era criança, rodeada de inocência e não imaginava o mundo frio e mentiroso que havia lá fora, não imaginava a crueldade, a falsidade e a hipocrisia que existia. E por isso sorria e desejava sempre mais e mais prendas, mais um carinho, mais um elogio de tudo que tinha feito naquele ano…
Agora imaginei, no breve instante em que fazia este pequeno gesto de sorrir, havia alguém, muito perto de mim, ao contrário do que muitas vezes penso, a deixar cair do seu pequeno rosto uma lágrima por não ter nada para comer naquele dia. Havia alguém, a chorar desconsoladamente por estar sozinho, completamentente sozinho, sem pais, sem irmãos, talvez fosse a única pessoa que tinha sobrevivido daquela família, sentindo nesse próprio dia os efeitos da guerra. Existia também alguém, em vários sítios deste enorme mundo, a gritar desesperadamente em silêncio, sentindo a solidão de uma cela e a agonia por não estar com quem mais ama. Isto tudo, no breve instante que eu sorria.
Apesar de tudo o que possamos saber e ouvir, apesar de tudo o que nos digam, nós nunca, ou dificilmente, vamos conseguir perceber a sorte enorme que temos, a felicidade que devia existir todos os dias nos nossos olhos. Dificilmente vamos perceber o que é sofrer, porque temos quase tudo nas nossas mãos. E vamos passar grande parte da nossa vida a queixar-nos do pouco que temos de lutar e enfrentar.
O Natal deve ser para nós uma tentativa de mudança, uma visão de todo o Mundo, um pensamento daquilo que somos e do que poderíamos ser. O Natal deve ser a percepção da real necessidade de ajuda, compreensão e solidariedade. Solidariedade com um mundo que existe lá fora, um mundo que também nos pertence e que tem um bocado de nós. Um mundo que precisa de uma mão nossa.
Vamos, neste Natal, desembrulhar com a maior das felicidades um enorme abraço e oferecer a alguém um simples sorriso.
Sara Matos,
9ºA
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Vencedores do Concurso de Escrita Natalícia
Viajar pode ser uma maneira de aprender
Viajar pode ser uma maneira de aprender
“Viajar pode ser uma maneira de aprender”. Viajar pode não significar sair do lugar. Podemos viajar num livro, numa peça de teatro e, mais extensamente, por exemplo, na televisão.
Com a leitura cuidada e atenta de um livro, conseguimos percorrer mundos inimagináveis que não conseguiríamos visitar dentro de um avião ou de um comboio. Um livro é uma maneira de aprender que nos faz “entrar” dentro de um outro mundo (um campo, um castelo, etc.).
Se visualizarmos uma peça de teatro atentamente, conseguimos perceber, como num livro, a realidade que rodeia a história. Aprendemos novos hábitos representados pelos actores de outros países, aí estamos a aprender.
Se viajarmos no espaço, quer seja num livro ou na realidade, aprendemos factos que nunca tínhamos imaginado e até culturas que não sabíamos que existiam. Já em termos de tempo, só conseguimos viajar pelos livros. Neste caso, aprendemos a história, os factos importantes do nosso passado.
Com as aulas, estudamos o essencial, mas falta sempre algo… Quando viajamos conhecemos rochas e minerais que nunca tínhamos imaginado (Ciências), novas culturas (História), entre outras. Para isso, também existem as visitas de estudo, para vermos o que aprendemos e para aprendermos ainda mais.
Quando viajamos, aprendemos o que ninguém nos pode explicar.
Patrícia Florindo, 9ºA
“Viajar pode ser uma maneira de aprender”. Viajar pode não significar sair do lugar. Podemos viajar num livro, numa peça de teatro e, mais extensamente, por exemplo, na televisão.
Com a leitura cuidada e atenta de um livro, conseguimos percorrer mundos inimagináveis que não conseguiríamos visitar dentro de um avião ou de um comboio. Um livro é uma maneira de aprender que nos faz “entrar” dentro de um outro mundo (um campo, um castelo, etc.).
Se visualizarmos uma peça de teatro atentamente, conseguimos perceber, como num livro, a realidade que rodeia a história. Aprendemos novos hábitos representados pelos actores de outros países, aí estamos a aprender.
Se viajarmos no espaço, quer seja num livro ou na realidade, aprendemos factos que nunca tínhamos imaginado e até culturas que não sabíamos que existiam. Já em termos de tempo, só conseguimos viajar pelos livros. Neste caso, aprendemos a história, os factos importantes do nosso passado.
Com as aulas, estudamos o essencial, mas falta sempre algo… Quando viajamos conhecemos rochas e minerais que nunca tínhamos imaginado (Ciências), novas culturas (História), entre outras. Para isso, também existem as visitas de estudo, para vermos o que aprendemos e para aprendermos ainda mais.
Quando viajamos, aprendemos o que ninguém nos pode explicar.
Patrícia Florindo, 9ºA
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Oficina de Escrita - 9ºA
Hoje
Hoje, parei para reflectir no que é, afinal, o Natal. Parei para pensar por que é que afinal a maior parte de nós espera intensamente por esta época.
Lembro-me de contar os dias que faltavam, quase todas as semanas. Fazia-o com um sorriso tão grande, com uma magia enorme, que cobria quase toda a minha casa. Lembro-me e ainda consigo sentir o quanto feliz era quando acreditava na nostalgia do Natal, quando escrevia a carta com aquela quantidade absurda de prendas, que no fundo sabia que não poderia receber, mas ficava feliz na mesma, só a imaginar como seria este dia para todas as outras pessoas e a pensar no que elas iriam pedir. Era criança, rodeada de inocência e não imaginava o mundo frio e mentiroso que havia lá fora, não imaginava a crueldade, a falsidade e a hipocrisia que existia. E por isso sorria e desejava sempre mais e mais prendas, mais um carinho, mais um elogio de tudo que tinha feito naquele ano…
Agora imaginei, no breve instante em que fazia este pequeno gesto de sorrir, havia alguém, muito perto de mim, ao contrário do que muitas vezes penso, a deixar cair do seu pequeno rosto uma lágrima por não ter nada para comer naquele dia. Havia alguém, a chorar desconsoladamente por estar sozinho, completamentente sozinho, sem pais, sem irmãos, talvez fosse a única pessoa que tinha sobrevivido daquela família, sentindo nesse próprio dia os efeitos da guerra. Existia também alguém, em vários sítios deste enorme mundo, a gritar desesperadamente em silêncio, sentindo a solidão de uma cela e a agonia por não estar com quem mais ama. Isto tudo, no breve instante que eu sorria.
Apesar de tudo o que possamos saber e ouvir, apesar de tudo o que nos digam, nós nunca, ou dificilmente, vamos conseguir perceber a sorte enorme que temos, a felicidade que devia existir todos os dias nos nossos olhos. Dificilmente vamos perceber o que é sofrer, porque temos quase tudo nas nossas mãos. E vamos passar grande parte da nossa vida a queixar-nos do pouco que temos de lutar e enfrentar.
O Natal deve ser para nós uma tentativa de mudança, uma visão de todo o Mundo, um pensamento daquilo que somos e do que poderíamos ser. O Natal deve ser a percepção da real necessidade de ajuda, compreensão e solidariedade. Solidariedade com um mundo que existe lá fora, um mundo que também nos pertence e que tem um bocado de nós. Um mundo que precisa de uma mão nossa.
Vamos, neste Natal, desembrulhar com a maior das felicidades um enorme abraço e oferecer a alguém um simples sorriso.
Sara Matos, 9ºA
Lembro-me de contar os dias que faltavam, quase todas as semanas. Fazia-o com um sorriso tão grande, com uma magia enorme, que cobria quase toda a minha casa. Lembro-me e ainda consigo sentir o quanto feliz era quando acreditava na nostalgia do Natal, quando escrevia a carta com aquela quantidade absurda de prendas, que no fundo sabia que não poderia receber, mas ficava feliz na mesma, só a imaginar como seria este dia para todas as outras pessoas e a pensar no que elas iriam pedir. Era criança, rodeada de inocência e não imaginava o mundo frio e mentiroso que havia lá fora, não imaginava a crueldade, a falsidade e a hipocrisia que existia. E por isso sorria e desejava sempre mais e mais prendas, mais um carinho, mais um elogio de tudo que tinha feito naquele ano…
Agora imaginei, no breve instante em que fazia este pequeno gesto de sorrir, havia alguém, muito perto de mim, ao contrário do que muitas vezes penso, a deixar cair do seu pequeno rosto uma lágrima por não ter nada para comer naquele dia. Havia alguém, a chorar desconsoladamente por estar sozinho, completamentente sozinho, sem pais, sem irmãos, talvez fosse a única pessoa que tinha sobrevivido daquela família, sentindo nesse próprio dia os efeitos da guerra. Existia também alguém, em vários sítios deste enorme mundo, a gritar desesperadamente em silêncio, sentindo a solidão de uma cela e a agonia por não estar com quem mais ama. Isto tudo, no breve instante que eu sorria.
Apesar de tudo o que possamos saber e ouvir, apesar de tudo o que nos digam, nós nunca, ou dificilmente, vamos conseguir perceber a sorte enorme que temos, a felicidade que devia existir todos os dias nos nossos olhos. Dificilmente vamos perceber o que é sofrer, porque temos quase tudo nas nossas mãos. E vamos passar grande parte da nossa vida a queixar-nos do pouco que temos de lutar e enfrentar.
O Natal deve ser para nós uma tentativa de mudança, uma visão de todo o Mundo, um pensamento daquilo que somos e do que poderíamos ser. O Natal deve ser a percepção da real necessidade de ajuda, compreensão e solidariedade. Solidariedade com um mundo que existe lá fora, um mundo que também nos pertence e que tem um bocado de nós. Um mundo que precisa de uma mão nossa.
Vamos, neste Natal, desembrulhar com a maior das felicidades um enorme abraço e oferecer a alguém um simples sorriso.
Sara Matos, 9ºA
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Oficina de Escrita - 9ºA
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Rostos sem nome
Rostos sem nome...
Já sonhei com pessoas que nunca vi e que provavelmente nunca irei ver, porque não existem.
E esse facto incomoda-me.
Como posso sonhar com pessoas que nunca vi, que não irei possivelmente ver e das quais não sei absolutamente nada?
Os meus personagens de sonhos (mais ou menos felizes) não têm futuro nem passado. E o único presente é aquele que eu testemunhei enquanto estava sob o sono.
Só lhes conheço os contornos do rosto e do olhar, por vezes, angustiante ou sedutor que me eram lançados, enquanto me dobrava no meio dos lençóis.
Não sei se são felizes, se são inteligentes, se são sensatos e divertidos. Nem tão pouco se têm família ou vivem sozinhos, se tem medos ou se a falta de alguém no mundo os fez perder o zelo pela vida e os tornou em aventureiros que arriscam a vida por nada.
Será que a muitos e muitos quilómetros daqui estará o rosto que me visitou a noite passada? E se estiver, terá sonhos angustiantes como os meus? E sonhará comigo? E se estiver e for como eu o imaginei, ou sonhei, ou pintei?
Terá o mesmo olhar profundo e inesquecível e saberá abraçar de uma maneira tão forte como aquela que quase senti na outra noite?
Talvez.
Mas, e, se realmente existir, de acordo com as lembranças que tenho dele?
O rosto, o abraço e o desconhecido?
Se não souber o seu nome, nem a sua historia de vida?
Se ele próprio não souber por quem luta na vida, apenas porque está sozinho?
Se não tiver nada nem ninguém, nem mesmo o reconforto de saber quem é?
Como será?
Deve ser mil vezes pior do que o vazio que sinto ao acordar e saber que aquilo com que sonhei só foi angustiante e vazio, porque
todos os rostos que vi, não tinham nome e eu nunca os poderia procurar.
Deve ser muito pior a angústia de não saber procurar por nós do que pelos outros. Felizmente, sei o meu nome e para onde vou. E hoje, estou certa de que o caminho por onde vou daqui para frente tem um nome e o nome que quero.
Inês Henriques
Já sonhei com pessoas que nunca vi e que provavelmente nunca irei ver, porque não existem.
E esse facto incomoda-me.
Como posso sonhar com pessoas que nunca vi, que não irei possivelmente ver e das quais não sei absolutamente nada?
Os meus personagens de sonhos (mais ou menos felizes) não têm futuro nem passado. E o único presente é aquele que eu testemunhei enquanto estava sob o sono.
Só lhes conheço os contornos do rosto e do olhar, por vezes, angustiante ou sedutor que me eram lançados, enquanto me dobrava no meio dos lençóis.
Não sei se são felizes, se são inteligentes, se são sensatos e divertidos. Nem tão pouco se têm família ou vivem sozinhos, se tem medos ou se a falta de alguém no mundo os fez perder o zelo pela vida e os tornou em aventureiros que arriscam a vida por nada.
Será que a muitos e muitos quilómetros daqui estará o rosto que me visitou a noite passada? E se estiver, terá sonhos angustiantes como os meus? E sonhará comigo? E se estiver e for como eu o imaginei, ou sonhei, ou pintei?
Terá o mesmo olhar profundo e inesquecível e saberá abraçar de uma maneira tão forte como aquela que quase senti na outra noite?
Talvez.
Mas, e, se realmente existir, de acordo com as lembranças que tenho dele?
O rosto, o abraço e o desconhecido?
Se não souber o seu nome, nem a sua historia de vida?
Se ele próprio não souber por quem luta na vida, apenas porque está sozinho?
Se não tiver nada nem ninguém, nem mesmo o reconforto de saber quem é?
Como será?
Deve ser mil vezes pior do que o vazio que sinto ao acordar e saber que aquilo com que sonhei só foi angustiante e vazio, porque
todos os rostos que vi, não tinham nome e eu nunca os poderia procurar.
Deve ser muito pior a angústia de não saber procurar por nós do que pelos outros. Felizmente, sei o meu nome e para onde vou. E hoje, estou certa de que o caminho por onde vou daqui para frente tem um nome e o nome que quero.
Inês Henriques
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Oficina de Escrita - 7ºA
A Guerra
A Guerra.
Corria a água nas ruas...
As pessoas corriam
Com a cabeça para baixo, apavoradas.
Era um dia triste,
Um dia pálido,
Um dia pálido com toda aquela dor
Vivida por aqueles pobres corações...
Até que eu senti aquela amargura
A entrar dentro de mim,
A corromper-me por dentro.
Senti,
Sim, naquele momento senti
Que o mundo tinha acabado!
E que aquelas ruas
Escorriam todo o sangue
Daqueles corpos ali estendidos...
E aqueles corações,
Lutavam por sobreviver
Àquela guerra infernar
E eu,
Eu ficará alí parada,
Imovél!
Vendo toda aquela imensa destruição
A matar todas aquelas inúmeras pessoas,
Aquela lutac
Pela própria vida!
E, alí,
Alí quieta percebi,
Percebi que o mundo se tinha tornado
Numa destruição total,
Em que
O ser humano tinha elouquecido!
E que a sua vida se tinha
Tornado uma guerra com fim indeterminado...
Será que?...
Será que irá ser este o futuro do ser humano?
...
Disso não sei,
Mas sei que este Futuro
Peturba,
Neste momento,
A minha mente
Com receio que no futuro morra alvejada por
UMA BALA DE GUERRA!!!
Inês Henriques
Corria a água nas ruas...
As pessoas corriam
Com a cabeça para baixo, apavoradas.
Era um dia triste,
Um dia pálido,
Um dia pálido com toda aquela dor
Vivida por aqueles pobres corações...
Até que eu senti aquela amargura
A entrar dentro de mim,
A corromper-me por dentro.
Senti,
Sim, naquele momento senti
Que o mundo tinha acabado!
E que aquelas ruas
Escorriam todo o sangue
Daqueles corpos ali estendidos...
E aqueles corações,
Lutavam por sobreviver
Àquela guerra infernar
E eu,
Eu ficará alí parada,
Imovél!
Vendo toda aquela imensa destruição
A matar todas aquelas inúmeras pessoas,
Aquela lutac
Pela própria vida!
E, alí,
Alí quieta percebi,
Percebi que o mundo se tinha tornado
Numa destruição total,
Em que
O ser humano tinha elouquecido!
E que a sua vida se tinha
Tornado uma guerra com fim indeterminado...
Será que?...
Será que irá ser este o futuro do ser humano?
...
Disso não sei,
Mas sei que este Futuro
Peturba,
Neste momento,
A minha mente
Com receio que no futuro morra alvejada por
UMA BALA DE GUERRA!!!
Inês Henriques
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